Você certamente conhece algum virginiano. É aquele tipo que não descansa enquanto o serviço não fica impecável, que sente prazer em ser útil e ainda organiza a vida alheia com uma competência extraordinária. Costuma ser discreto, trabalhador e pé no chão. Mas, por trás da postura mais reservada, é bastante sensível. Se você já visitou o Parque Nacional da Chapada Diamantina, deve reconhecer essas características em suas paisagens. Por aqui, trilhas, aventuras e cachoeiras parecem ajustar e sensibilizar o que estava bagunçado dentro de nós.
O Parque Nacional da Chapada Diamantina veio ao mundo em 17 de setembro de 1985, dia em que o Decreto Federal nº 91.655 reconheceu a beleza e a importância ecológica de seis municípios vizinhos. Com a data (aparentemente burocrática e aleatória) em mãos, pedimos ao astrólogo Marcelo Levi o mapa astral desse momento relevante, histórico e, surpreendentemente, mágico.

Nascido para servir, feito para durar
O Sol, Mercúrio e Marte reunidos em Virgem explicam de onde vem tanta queda por trabalho e cooperação. Nada surgiu de uma canetada solitária ao acaso. A criação do parque é fruto de anos de campanha de moradores, visitantes e estudiosos. Além disso, pelos astros, o Parna também nasce com vocação para gerar empregos. Real, né?
Representações lendárias e mitológicas ligadas ao signo de Virgem têm, aliás, tudo a ver com a beleza fértil e nutritiva da Chapada. “A grande figura mítica por trás de Virgem é a Grande Deusa, a Mãe Grande, e ela não era virgem. Ela muitas vezes é retratada como a Mãe Terra, a fecunda”, escreve a astróloga Liz Greene, autora de Os astros e o amor.
Saturno, Mercúrio e o Sol formam um sextil no mapa do Parna. Isso indica uma existência bastante duradoura. “Esse parque e esse decreto vão durar pela eternidade. É algo que vai permanecer por centenas de anos”, explica Levi. Viu só? Seus descendentes também vão poder passar férias por aqui.
Mágico e mutante
A quadratura entre o Sol, Mercúrio e Netuno dá ao PNCD uma característica desconcertante: a impressão de que o lugar muda a cada visita. “Sempre parece que é um outro parque”, diz Marcelo Levi. Os astros também endossam a tese de que passagens interdimensionais se abrem na Chapada Diamantina e de que o local produz insights e visões: “É como se o parque levasse a pessoa pra um tipo de portal, sabe? A gente pode nunca estar 100% consciente do que está acontecendo à nossa volta porque muitas coisas parecem funcionar numa camada mais espiritual do que racional”, afirma o astrólogo. Quem conhece a literatura da região sabe que relatos desse tipo são muito comuns. Adolfino Neto, César Monteiro e Christiane Couve de Murville que o digam. Suas obras retratam situações envolvendo viagens no tempo, experiências fora do corpo e contato com extraterrestres em meio a rios, morros e grutas.
Retornar à Chapada (ou até mesmo fincar raízes aqui) é outro hábito. E a culpa disso é do magnetismo provocado pela Lua e por Plutão no signo de Escorpião. Você vem para o Parna, sente necessidade de voltar mais vezes e sai transformado em cada passeio. “É impossível ir ao parque e voltar a mesma pessoa”, diz o astrólogo. Duvida? Basta andar por Lençóis ou pelo Vale do Capão para encontrar gente que apareceu pensando em desfrutar de um fim de semana e até hoje não desfez as malas.
Tesouros escondidos
Foi o diamante que, no século 19, encheu Lençóis, Andaraí e seus arredores de garimpeiros em busca de fortunas repentinas. Atualmente, inclusive por força do decreto, a mineração é proibida dentro do parque. Mas veja só: a astrologia nos revela que, no subsolo da Chapada, quem governa (outra vez!) é o senhor do oculto e daquilo que só aparece quando se cava, Escorpião. O céu indica, portanto, que há preciosidades guardadas nos grotões do PNCD até os dias de hoje.

A Chapada é chique
Vênus em Leão traz beleza e sofisticação ao Parna. Segundo os astros, gente rica adora essa terrinha. Seja para evoluir espiritualmente, seja para crescer profissionalmente, a Chapada é o destino certo. “Vênus fala de lugares que tem um certo requinte”, declara Marcelo Levi. Se você visitar nossa seção de “onde comer” e “onde ficar”, verá que os ventos da elegância já sopram sobre as cidades do parque há alguns anos. A terra de simplicidade também abre espaço para hotéis e restaurantes de luxo.
Beleza pede cuidado
Mas… Nem tudo no mapa é maravilha. Vênus em quadratura com Saturno acende um alerta sobre os acordos: é preciso cuidado com as parcerias, os contratos e a convivência entre as empresas e os prestadores que vivem em torno do parque. “Regras claras sempre”, os astros pedem. O mesmo Saturno, agora em Escorpião, pede olho vivo com interesses poderosos que enxergam na região apenas o que dá para extrair.
A boa notícia fica por conta de Mercúrio e Marte em Virgem, que jogam a favor do equilíbrio e, segundo o astrólogo, tendem a impedir que essas energias mais ásperas se cumpram. Ou seja: o Parna tem tudo para se manter inteiro, desde que ninguém durma no ponto.
E Levi guarda o melhor para o fim. A conversa harmoniosa entre a Lua e Plutão em Escorpião, Netuno em Capricórnio e Marte em Virgem é, nas palavras dele, “a coisa mais linda” do mapa da Chapada. Uma raridade que reúne, num fio só, tudo o que já vimos: a transformação profunda de quem visita, o magnetismo que puxa a pessoa de volta e o encanto de reencontrar um lugar diferente a cada viagem. É o retrato astral daquilo que todo chapadeiro sente na pele.
Agora você já sabe qual é o signo do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Quando decidir visitar este destino turístico tão atraente, fica mais fácil: se rolar um amor à primeira vista, dá para tentar uma sinastria astrológica e descobrir como essa história vai se desenrolar.
FONTES: estudo História Ambiental do Parque Nacional da Chapada Diamantina/BA, de Roseli Senna Ganem e Maurício Boratto Viana (Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, 2006); artigo Jarê: instalação africana na Chapada Diamantina, de Ronaldo Senna e Itamar Aguiar (revista Afro-Ásia, Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA, ed. 13, 1980); livros Os astros e o amor, de Liz Greene, e Enciclopédia de Astrologia, de James R. Lewis; e a consultoria do astrólogo Marcelo Levi (https://www.instagram.com/oimarcelolevi/).





