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Por que o símbolo de Lençóis é um lampião?

Antes de estampar o logotipo do Festival de Lençóis, esse objeto viveu uma trajetória de... digamos... luz e sombras

Porque ele iluminou a cidade por mais de quatro décadas, oras. Simples assim. Os lampiões funcionaram de 1888 até meados de 1930. Inicialmente, eram alimentados com óleo de mamona. Nos seus últimos dez anos de vida, porém, ganharam outros combustíveis: carbureto e querosene. Quer saber também o material? É ferro fundido.

No começo, havia 158 arandelas espalhadas pelas ruas de Lençóis. Mas a chegada da energia elétrica aposentou os antigos objetos. Sem utilidade, eles foram sumindo das fachadas dos imóveis.

Entre as décadas de 1960 e 1970, um grupo formado por voluntários norte-americanos e moradores da região descobriram que os lampiões estavam encostados num depósito. A equipe restaurou o que pôde e os devolveu para a frente das casas.

O desprezo pelas charmosas luminárias virou discussão pública, pois soou como descaracterização do patrimônio e da memória. E até o jornal A Tarde resolveu destacar a pauta. Numa matéria de 1999, o periódico baiano traz a seguinte observação: “A falta é mais visível em pleno centro histórico, ficando os imóveis despidos deste importante cartão-postal secular”.

FONTE: tese de doutorado em arquitetura e urbanismo Anseios, dissonâncias, enfrentamentos: o lugar e a trajetória da preservação em Lençóis (Bahia), de Liziane Peres Mangili.

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