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É verdade que o papa já tomou o café da Chapada Diamantina?

Os grãos especiais do centro da Bahia chegaram ao Vaticano e foram apreciados por Bento XVI

Sim, é verdade. O cafezinho que conquistou a Santa Sé saiu da Fazenda Araquan, localizada entre Mucugê e Ibicoara. Luca Allegro, cafeicultor e responsável pela marca Latitude 13, tinha um cliente na Inglaterra e mandava frequentemente grãos para ele. O produto viajava no container de um navio e chegava à Europa ainda sem torrar (para não comprometer o sabor da bebida).

Já no Reino Unido, o próprio comprador torrava os frutos. Um dia ele ficou sabendo de uma chamada pública do Vaticano para selecionar cafés e decidiu inscrever os grãos da Chapada. Não deu outra: Bento XVI, o santo padre de Roma na época, caiu de amores pela produção baiana e a escolheu para seu desjejum.

“Fornecemos esse café para o Vaticano por aproximadamente quatro anos. Foi entre 2009 e 2013 mais ou menos”, afirma Allegro. A parceria foi interrompida porque a logística era complexa e o lucro não era tão grande.

Se você ficou curioso, saiba que o sagrado cafezinho continua sendo produzido no Brasil. Por aqui, ele é vendido sob o nome Latitude 13 Gran Reserva Orgânico.

FONTES: Lucca Giovanni Alegro, responsável pela marca Latitude 13 e mestre em Comércio Exterior; livros Guia de Curiosidades Católicas, de Evaristo Eduardo de Miranda; Dicionário Gastronômico Café com suas Receitas, de Giuliana Bastos; site capuchinhos.org.

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