Inicialmente, bem tranquila.
O astro do rock veio ao Brasil pela primeira vez para curtir o réveillon de 1980, no Rio de Janeiro. Naquela ocasião, porém, a Chapada Diamantina ainda não fazia parte do roteiro. O paraíso baiano só se revelaria ao guitarrista anos depois, em 1994.
Durante uma turnê pela América do Sul, Jimmy desembarcou na Argentina e conheceu Jimena Gómez nos bastidores de um programa de TV. Entre uma conversa e outra, descobriram afinidades inesperadas, como o interesse por ações sociais voltadas a moradores de rua. Mesmo após a partida do músico, a relação seguiu firme por correspondência.
Foi Jimena quem fez o convite decisivo: conhecer Lençóis, na Bahia, cidade onde ela trabalhava. Ali acontecia o encontro mágico entre Jimmy Page e a Chapada Diamantina.
Ao chegar a Lençóis, o músico se hospedou na Estalagem do Alcino, onde tomou café e, com a ajuda do anfitrião, conseguiu uma acomodação mais discreta. Com o tempo, Jimmy e Jimena adquiriram residências próprias na cidade. Hoje, essas casas estão sob os cuidados de corretores e podem ser alugadas por turistas curiosos.

Na Chapada, o guitarrista jogou capoeira, tocou em bares, tomou uma cachacinha, andou esfarrapado pelas ruas e viveu intensas experiências espirituais. Também aproveitou para conhecer cidades vizinhas, como Iraquara, famosa por suas grutas.
A tranquilidade, no entanto, não durou para sempre. Aos poucos, fãs passaram a se aglomerar em frente às casas, enquanto a mídia começou a noticiar sua rotina na região. Em 2002, Jimmy decidiu partir. Mas há quem diga que ele ainda retorna secretamente à Chapada todos os anos, a bordo de um jatinho particular. Será?

FONTES: músico Zé Luís; livro Jimmy Page no Brasil, de Leandro Souto Maior.




