The page can’t be found.
Blog - Chapada Diamantina - Topico
Dá para conhecer a Chapada Diamantina sem agência, sem excursão e sem roteiro fechado. O caminho básico é curto: planeje para ficar no mínimo quatro dias for a, chegue a Salvador, siga para Lençóis, passe os primeiros dias por lá e alugue carro só se pretender sair do entorno da cidade.
Antes da passagem, porém, vale desfazer uma confusão. Pergunte a qualquer site de buscas ou inteligência artificial quantas cidades formam a Chapada Diamantina e receberá pelo menos três respostas diferentes. Isso acontece porque o número muda conforme quem faz a conta: 24, 32 ou 37. Já o Parque Nacional reúne apenas seis municípios, e é neles que estão a Cachoeira da Fumaça, o Morro do Pai Inácio e a maior parte dos cartões-postais que você viu em foto.
A parte prática, no entanto, interessa mais que a aritmética, já que ninguém percorre a região inteira de uma vez. Escolha um pedaço e trate o resto como logística.
Clique aqui e entenda o que é a Chapada Diamantina.

Como chegar à Chapada Diamantina saindo de Salvador?
São três opções, e a maioria escolhe a mesma.
De ônibus. A linha Salvador-Seabra passa por Lençóis, leva cerca de seis horas e custa em torno de R$ 200,00 pela Guanabara/Rápido Federal. Como há saídas noturnas, dá para economizar uma diária de hospedagem, e é por isso que esse acaba sendo o caminho mais usado.
De avião. Sim, a Chapada tem aeroporto, em Tanquinho, distrito de Lençóis. O problema é que a oferta de voos é curta e o preço costuma assustar. De lá até a cidade, só de táxi.
De carro. Salvador a Lençóis pela BR-242. Vale a pena se você já sabe que vai rodar pela região, mas é dispensável se pretende ficar apenas em Lençóis, porque aí o carro passa a viagem parado.
Onde se hospedar na primeira viagem à Chapada?
Lençóis resolve, e resolve por dois motivos: tem a rede hoteleira mais completa da região, de camping a pousada de charme, e coloca rio e cachoeira a distância de uma curta caminhada. Para quem se vira sozinho, isso já elimina metade dos problemas.
O Parque Municipal da Muritiba fica a 15 minutos a pé do centro, custa R$ 20,00 e abre das 8 h às 17 h. Ter atrativo praticamente dentro da cidade é luxo raro em destino de natureza.
Gente experiente se perde em percurso considerado fácil, e boa parte das trilhas tem trecho sem sinal de celular, então contrate guia mesmo ali. Vários credenciados esperam na entrada do parque, o que dispensa agendamento.
A cidade também serve de base para o Morro do Pai Inácio, a Fazenda Pratinha e o Vale do Capão. Pai Inácio e Pratinha cabem no mesmo dia, com volta à noite, de modo que você não precisa de uma segunda reserva de hospedagem.

Precisa de carro particular para conhecer a Chapada Diamantina?
Se a ideia é ficar só em Lençóis, não. Centro histórico, apresentações culturais e atrativos do perímetro urbano se resolvem a pé ou com transporte local.
Mas se você quer chegar ao Vale do Capão, à Fazenda Pratinha, à vila de Igatu ou às cachoeiras de Ibicoara, aí sim. As locadoras daqui oferecem facilidades: você escolhe em qual cidade pega o carro e em qual devolve, enquanto elas cuidam da logística. Dá para reservar e receber o veículo já no aeroporto de Tanquinho ou na rodoviária de Lençóis, por exemplo.
E a dúvida clássica: precisa de 4×4? Na maior parte do circuito, não, porque carro comum dá conta.
Dá para ir à Chapada desacompanhado? É seguro?
Essa é a outra leitura de “ir sozinho”, e a resposta é sim. Tanto que os hostels de Lençóis funcionam como ponto de encontro justamente por isso.
Dois pontos práticos, porém, merecem atenção.
Custo. Quem viaja desacompanhado gasta mais por passeio, porque transporte e guia costumam ser cobrados por saída e não por cabeça. A saída que todo mundo usa é fechar o passeio com um grupo formado no próprio hostel ou na agência local e dividir a conta, então pergunte na recepção assim que chegar.
Segurança. Um tornozelo torcido vira problema sério quando não há sinal de celular, guia nem ninguém a par do seu roteiro, e é por isso que o risco na Chapada não é urbano: é a trilha. Avise na hospedagem para onde vai e a que horas pretende voltar. Todo dia.
Precisa levar dinheiro em espécie?
Precisa. Hotéis, restaurantes e bilheterias aceitam Pix e cartão numa boa, só que o sinal nem sempre colabora, e artesão, ambulante e barraca de beira de estrada podem simplesmente não conseguir receber. Leve algum trocado.
Quantos dias ficar na Chapada Diamantina e em que época ir?
A pergunta certa não é quantos dias para ver tudo, mas o que você quer ver desta vez.
Quatro dias em Lençóis dão conta do centro histórico e dos atrativos próximos, com bagagem enxuta: roupa leve, camisa UV, tênis de caminhada, protetor solar, um agasalho e óculos de sol.
Cinco dias de trekking no Vale do Pati já são outra viagem. Mochila maior, preparo físico diferente e guia obrigatório, sem discussão.
Quanto à época, a boa notícia é que a Chapada funciona o ano todo. Entre junho e julho faz mais frio; na chuva, as cachoeiras enchem e a paisagem fica verde; na seca, algumas quedas quase somem, mas encarar a água gelada dos rios permanentes fica mais fácil.
Um conselho de quem mora aqui: cuidado com feriado prolongado, porque vários atrativos controlam o número de visitantes, e é justamente quando lota.
Fontes: sites iChapada Diamantina; ICMBio, Parque Nacional da Chapada Diamantina; Mapa do Turismo Brasileiro (Ministério do Turismo); Associação de Guias de Lençóis; Secretaria de Turismo de Lençóis.


